quinta-feira, 3 de março de 2011

O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) elegeu o Plano Nacional de Educação (PNE) como a prioridade da sua atuação parlamentar na Câmara dos Deputados, em 2011.

Representante da Bahia na Comissão de Educação e Cultura da Casa, a parlamentar irá propor, na primeira reunião do ano, o agendamento de uma audiência pública para debater as diretrizes do plano e ouvir a opinião dos principais especialistas em educação do Brasil.
 
A deputada acredita que o país não pode repetir a experiência do primeiro PNE, aprovado em 2001 sem ouvir professores, técnicos, especialistas e gestores de todas as regiões do Brasil. Para Alice Portugal é praticamente impossível que o país avance em matéria de educação sem essa participação social no planejamento das ações.

Recursos

A parlamentar quer aumentar de 7% para 10% o percentual de repasses da União para a educação até 2014 e não 2020 como prevê o projeto original. Outra meta é obrigar a destinação de 50% de todos os recursos arrecadados com o pré-sal para a educação.

O plano anterior levou três anos para ser aprovado. Alice Portugal defende que o novo projeto em tramitação seja apreciado ainda neste primeiro semestre de 2011, como uma das mais importantes matérias a ser votada. A educação é o principal problema a impedir o desenvolvimento econômico e social do Brasil e da Bahia. A oportunidade de planejar estratégias de solução para este grave problema deve merecer total prioridade do Legislativo brasileiro”, destacou a deputada.

Parceria baiana

Alice Portugal também saudou a eleição da deputada Kelly Magalhães (PCdoB-Ba) para a presidência da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa da Bahia.
Com a promessa de trabalhar em parceria para fortalecer a educação do estado no PNE, Alice Portugal já reuniu as principais sugestões de emendas que pretende apresentar para aperfeiçoar o Projeto de Lei 8035/2010 - PNE.

Fonte: Ascom/gabinete da deputada Alice Portugal

EDUCAÇÃO E POBREZA.

Vai na direção correta o primeiro pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em rede nacional de rádio e TV. Ela aproveitou o período de retomada do calendário escolar para restabelecer uma relação que parecia esquecida no Brasil: não há ferramenta mais eficaz para o país superar a pobreza e miséria em que ainda vivem milhões pessoas do que a educação. Por isso, ao lançar o que chamou de "slogan de largada" do governo, que diz ser rico o país que não tem pobreza, Dilma defendeu o acesso à educação gratuita, contínua e de qualidade.
"Nenhum país poderá se desenvolver sem educar bem o seu jovem e capacitá-lo plenamente para o emprego e para as novas necessidades criadas pela sociedade do conhecimento", disse a presidente. Não faltam dados para confirmar essa realidade, nem mesmo nestes tempos de desemprego baixo - o índice ficou em 5,3% no fim de 2010 - e de crescimento acelerado em praticamente todos os setores da economia.
Estudo sobre a evolução do mercado de trabalho nos últimos oito anos, com base em dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, não deixa a menor dúvida de que a empregabilidade varia na razão direta da escolaridade. O número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho com 11 anos ou mais de estudo atingiu 13,5 milhões em dezembro, representando aumento de quase 60% sobre 2002. Enquanto isso, os ocupados sem instrução ou com menos de um ano de estudo não eram mais do que 352 mil no fim de 2010, um decréscimo de 60% em relação a 2002.
Especialistas identificam nessa evolução do perfil da massa trabalhadora a influência da agregação de modernas tecnologias, mais sofisticadas e exigentes quanto ao preparo da mão de obra. Observam que o único segmento com menor qualificação é o da construção civil. Em todos os demais, a especialização ou, pelo menos, a capacidade de lidar com equipamentos avançados e de compreender manuais de operação são exigências incontornáveis.
Uma face perversa da incapacidade de milhares pessoas de atender a essas imposições pode ser observada em trabalho de técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos mesmo dados do IBGE. É que, apesar de todos os avanços na economia, a dificuldade de acesso ao emprego tem pesado na manutenção e mesmo no aumento da desigualdade entre os trabalhadores, conforme a renda. Entre 2005 e 2010, enquanto caiu de 2,1% para 0,9% o percentual de desempregados entre os trabalhadores de remuneração mais alta, esse índice entre os mais pobres subiu de 23,1% para 33,3%. Com isso, a participação dos que ganham menos no total de desempregados no país aumentou de 37,4% para 45,2%, no mesmo período.
Em vez de dar ouvidos aos que insistem em soluções caridosas para esse quadro de injustiça social e de comprometimento da competitividade brasileira, a presidente acerta ao escolher o caminho do aumento da oferta de qualificação. Promete curar o Ministério da Educação dos defeitos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), criar mais escolas técnicas e investir na melhoria da remuneração e da preparação dos professores dos ensinos médio e fundamental. A intenção é ótima. Melhor ainda será torná-la realidade.
FONTE: CORREIO BRASILIENSE.

quarta-feira, 2 de março de 2011

PRÊMIO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA ABRE INSCRIÇÕES.

Prêmio José Reis de divulgação científica abre inscrições

Da Agência Fapesp
Em São Paulo
Estão abertas as inscrições para o 31º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica. Concedido anualmente pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é atribuído um sistema de rodízio para as três categorias do prêmio: “Jornalismo Científico”, “Divulgação Científica” e “Instituição”.
A modalidade desta edição é “Jornalismo Científico” e irá premiar o jornalista profissional de destaque na difusão da Ciência e da Tecnologia nos meios de comunicação de massa.
O vencedor de 2011 será agraciado com R$ 20 mil, um troféu e passagem aérea e hospedagem para participar da cerimônia de entrega do prêmio na Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), a ser realizada em julho na UFG (Universidade Federal de Goiás).
Para se inscrever, o candidato deverá enviar ao CNPq a ficha de inscrição preenchida, uma cópia do registro de jornalista do MTb, o currículo atualizado na Plataforma Lattes, justificativa da contribuição à divulgação científica e tecnológica e a apresentação dos trabalhos – no mínimo cinco e no máximo dez –, considerando os mais importantes e relevantes.
As inscrições terminam em 20 de maio. O endereço para envio é: CNPq – Serviço de Prêmios – SHIS Quadra 01 Conjunto B – Bloco B, 1º andar, Edifício Santos Dumont, Lago Sul, Brasília, DF, 71605-001.
Mais informações e ficha de inscrição: www.premiojosereis.cnpq.br, premios@cnpq.br ou (61) 3211-9410.

Vale a pena estudar para o vestibular no carnaval? Veja dicas de professores

Vale a pena estudar para o vestibular no carnaval? Veja dicas de professores

Ana Okada
Em São Paulo
Usar o tempo livre do carnaval para estudar é uma boa alternativa para os vestibulandos de plantão? Depende de cada caso. Partir para os estudos sem objetivos e metas que se quer alcançar ao final do ano pode levar à perda de tempo; por outro lado, só descansar e ficar preocupado por conta disso também não é uma atitude saudável. Confira dicas dos professores ouvidos pelo UOL Vestibular.


Um ponto primordial para o vestibulando, explica Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice, de São Paulo, é a definição de objetivos e metas a serem alcançados ao longo do ano e no final do processo seletivo. O vestibulando deve buscar informações sobre qual é a pontuação necessária para entrar no curso que deseja "para ver o quanto terá que se dedicar" a exercícios e simulados.

"Existe aí um planejamento a ser feito, que deve levar em consideração o quantitativo e o qualitativo. Cada estudante tem um rendimento: alguns, para chegar num certo nível, levam um tanto de horas; outros chegam nisso em menos tempo. É importante que a pessoa se conheça. Não adianta ficar só estudando com um rendimento insuficiente", explica o docente.


Para que isso dê certo, além de autoconhecer, o estudante tem que saber balancear exercícios e pausas. "É importante conseguir dosar os estudos com o descanso e o lazer. Não dá para nesses dias de carnaval se preocupar em tempo integral com os estudos, mas também não dá para, caso ele escolha uma carreira competitiva, ficar o tempo todo descansando. Tem que dosar segundo as necessidades", diz.

O planejamento dos objetivos e metas a se atingir nas provas pode ser feito pelo próprio vestibulando ou com ajuda do colégio ou cursinho, e deve ser seguido. Segundo o professor Tony Manzi, do Cursinho Henfil, um erro comum dos estudantes é o de achar que só assistir as aulas já é suficiente. "Se dedicar somente às aulas não é suficiente, tem que ter dedicação, fazer os exercícios, tirar dúvidas nos plantões, fazer grupo de estudo", diz.

Para estudantes que começarão a se preparar para o vestibular após o feriado, o professor aconselha a revisão de noções básicas das matérias de exatas. "Ele pode revisar operações mais simples como funções, equações, fatorações, divisão e equação, por exemplo, para não começar o curso totalmente cru. Se ele já souber isso, vai conseguir ficar na frente de muitos candidatos", diz.

Outra dica de Manzi é ficar por dentro das notícias desde já. "Muitas provas que são aplicadas em novembro ficam prontas no meio do ano, então é interessante acompanhar bem as atualidades no primeiro semestre. Além disso, quanto mais o estudante ler, melhor interpretará textos e fará redações", complementa.

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PODE TER COMISSÃO ESPECIAL.

02/03/2011 - 09h56

Plano Nacional de Educação pode ter comissão especial para acelerar tramitação

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
Atualizado às 17h30

A CEC (Comissão de Educação e Cultura da Câmara) tem hoje (2) sua primeira reunião desta legislatura. A principal função da comissão em 2011 será discutir e aprovar o novo PNE (Plano Nacional de Educação) – documento que estabelece 20 metas para serem cumpridas pelo país até 2020. Mas o projeto, apresentado pelo MEC (Ministério da Educação), poderá ser apreciado por uma comissão especial. O pedido foi apresentado pela liderança do PSDB na Câmara e aguarda aprovação.
A criação de uma comissão especial aceleraria a tramitação do projeto já que a previsão inicial é que o PNE seja apreciado ainda pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser enviado ao Senado. Caso a comissão especial seja criada, ela será a única instância de análise.
A deputada Fátima Bezerra (PT-RN), relatora do projeto e nova presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, diz que não vê prejuízo na iniciativa da oposição.
“Vamos analisá-la com todo carinho e atenção. Claro que a decisão de criá-la ou não não depende da CEC, mas da Mesa Diretora da Casa. Mas caso ela seja instalada, a preferência seria dada aos integrantes da CEC porque não podemos perder de vista que é a Comissão de Educação que tem a responsabilidade de fazer o debate”, defende Fátima.
O projeto de lei apresentado pelo MEC é composto por 20 metas que deverão guiar as ações dos governos municipais, estaduais e federal até 2020. Entre elas, estão o aumento de matrículas na educação infantil e no ensino superior, medidas de valorização do magistério e aumento do financiamento público para a área. As bases da proposta foram discutidas durante a Conae (Conferência Nacional de Educação) que reuniu 2 mil participantes no ano passado.
A deputada já recebeu emendas ao projeto apresentadas por entidades da área. Só a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que congrega diversas organizações da sociedade civil, apresentou 85 emendas. A UNE (União Nacional dos Estudantes) e a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) também preparam sugestões de alteração do texto.
“Sem dúvida ele [o projeto] vai receber uma quantidade razoável de emendas, o que demonstra o interesse da sociedade civil em participar ativamente do debate. O principal desafio é compatibilizar as propostas que saíram da Conae com o projeto enviado pelo governo”, afirmou Fátima.
O MEC não se posicionou sobre a instalação de uma comissão especial para o PNE.
Para Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a criação de uma comissão especial para avaliar o PNE esvaziaria o debate. “Essa iniciativa pode ser muito ruim para a educação porque o projeto pode tramitar sem qualidade. Estamos preocupados porque essa comissão teria um poder sobre-humano e poderia cortar a participação da sociedade civil”, avalia.
Sem saber como seria a composição desse novo grupo, o temor das entidades é perder a interlocução já conquistada com alguns parlamentares da CEC.
Boa parte das emendas apresentadas pela entidade propõe metas intermediárias para o plano e atribuem responsabilidades a cada ente federado para o cumprimento dos objetivos. “Sem esses indicadores, o PNE acaba sendo um plano com fraca capacidade de ser acompanhado pela sociedade. Uma das emendas proposta recomenda que o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais] faça estudos de avaliação do PNE ao longo de sua vigência”, explica Cara.

ESCOLA LEVA CARNAVAL PARA A SALA DE AULA.

02/03/2011 - 10h30

Escola leva Carnaval para a sala de aula e estimula aprendizado

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LUCIANO BOTTINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
Nesta semana, alunos de ensino infantil e fundamental trocam, ao menos por um dia, a sala de aula por bailes de Carnaval. Mas eles não caem na folia impunemente. As escolas se preocuparam com o caráter pedagógico.
No São Domingos, em Perdizes (zona oeste de São Paulo), alunos do 3º ano escreveram suas próprias marchinhas fazendo a interdisciplinaridade entre português e música.
O tema "renascer" foi uma homenagem às vítimas das chuvas na região serrana do Rio. "Achei legal trazer a música 'Renascer das Cinzas', de Martinho da Vila, para pensar um pouco nesse fato, não ficar só no sofrimento e imaginar a superação", diz a professora Mônica Huambo.
Durante a apresentação aos pais, alunos de outra turma usaram fantasias apelidadas de "Carnangolés" --mistura de Carnaval com parangolés, trajes criados pelo artista Hélio Oiticica.
"As marchinhas são pouco divulgadas pela mídia. As crianças acabam ampliando o repertório, pois só se conhece Carnaval pela imagem do trio elétrico", explica Telma Scott Rodrigues de Lima, coordenadora pedagógica do colégio Sidarta, em Cotia, na Grande São Paulo.
Mateus Bruxel/Folhapress
Laura de Almeida Coelho, 4, e Natália Jehee, 5, fazem colares para usar no baile de Carnaval da escola
Laura de Almeida Coelho, 4, e Natália Jehee, 5, fazem colares para usar no baile de Carnaval da escola
Em muitas escolas, a inspiração vem de um dos livros da "Coleção Conviver" (Moderna). "Essa era uma oportunidade de trabalho que há muito tempo estávamos procurando", diz Gabriela Argolo, coordenadora da escola Cidade Jardim/ PlayPen (zona oeste), que usa o livro.
No Franscarmo (zona leste) e no Ítaca (zona oeste), cada série estuda o Carnaval de uma região do Brasil --como São Luiz do Paraitinga (182 km de SP) ou Santana de Parnaíba (40 km de SP)-- ou do mundo --como Veneza.
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CURSO" CINEMA E EDUCAÇÃO" NA UFRN.


2011

PROEX, CCSA E DEPED PROMOVEM O CURSO "CINEMA & EDUCAÇÃO - UM OLHAR PÓS-ESTRUTURALISTA"

As inscrições poderão ser realizadas do dia 21 a 25 de março de 2011.
A Pró-reitoria de Extensão da UFRN, juntamente com o CCSA e o DEPED, estão promovendo o curso “Cinema&Educação – Um olhar Pós-Estruturalista”, a ser realizado nos meses de abril, maio e junho de 2011.
O curso utilizará o cinema como campo de experimentação do pensamento, tendo por objetivo problematizar questões da contemporaneidade em sua relação com os processos educativos, além de produzir diálogos entre filmes que serão exibidos ao longo das aulas.
Os coordenadores responsáveis são Prof. Dr. Alexander de Freitas, Prof.ª Dr.ª Karyne Dias Coutinho e Prof.ª Dr.ª Mariangela Momo. Podem se inscrever alunos, professores e funcionários da UFRN e a comunidade não-UFRN. O período das inscrições vai de 21 a 25 de março. Para mais informações, confira Folder 1 (Interno) e o Folder 2 (Externo) do curso.