domingo, 2 de setembro de 2012

Alunas de Florânia participam da Semana da Poesia na TV Escola.






Sob a coordenação dos professores Juraci Araújo e Júnior Galdino, as alunas: Raquel Brandão e Rita de Cássia da Escola Estadual Teônia Amaral, localizada na região do Seridó, Florânia/RN, gravaram poemas de suas autorias para suas participações na 9ª Semana da Poesia na TV Escola, no qual faz homenagem ao centenário do grande escritor brasileiro Jorge Amado.
Para nos é uma grande alegria fazer parte desse grande projeto da TV Escola, valorizando a cultura, descobrindo e oportunizando as escolas do país mostrarem seus poetas.
Todo o ano Florânia está presente neste projeto, mostrando a riqueza cultural da nossa Terra para o mundo, Brasil, região e estado.
Trabalhamos o projeto “Poesia na Escola e na Sala de Aula, incentivando a reprodução e produção de poemas, possibilitando as diversas formas de expressão poética no contexto escolar.
Nosso grande objetivo é produzir um livro contendo todos os poemas escritos pelos alunos dentro do projeto, com a participação da comunidade escolar.
Texto: Juraci Araújo
Fotos: Juraci Araújo

sábado, 1 de setembro de 2012

Anatel recebe 16 mil inscrições de voluntários no 1o dia do projeto que medirá qualidade da banda larga no País

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai medir a velocidade da banda larga no Brasil com a ajuda dos usuários do serviço. Eles vão avaliar a qualidade das conexões atualmente oferecidas pelas operadoras com mais de 50 mil assinantes. Apenas no primeiro dia de inscrição, nesta quinta-feira (30), mais de 16 mil voluntários de todo o País se cadastraram para as 12.092 vagas da etapa inicial do Programa de Aferição da Qualidade, criado pela Anatel para este fim.
Atualmente, as operadoras com mais de 50 mil assinantes são Oi, Net, Telefônica/Vivo, Telefônica Data, Ajato Telecomunicações, GVT, CTBC Telecom, Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom. A previsão é de que, a partir de outubro, essas operadoras entreguem uma conexão com velocidade média mensal mínima de 60% da velocidade vendida ao consumidor.
Esses percentuais terão de aumentar a cada ano e chegar à média mensal de 80% da velocidade contratada até 2014. Atualmente, a velocidade média entregue aos usuários fica em torno de 10% da contratada.
As medições devem começar em outubro e os primeiros relatórios deverão ser encaminhados à Anatel a partir de novembro. Após a avaliação dos dados, a agência dará publicidade aos resultados aferidos para os indicadores de rede em sua página na Internet.
Voluntários ainda podem se inscrever
As inscrições podem ser feitas por meio de formulário disponível no portal www.brasilbandalarga.com.br, bastando, para isso, informar dados pessoais e do serviço contratado. Não há data limite para o cadastro de voluntários. Somente funcionários das empresas analisadas não poderão participar do projeto. Quem não for escolhido agora, pode ser sorteado em uma próxima etapa da pesquisa. Anualmente, haverá renovação de 25% da base de voluntários.
Os voluntários receberão gratuitamente o whitebox – equipamento que permitirá medir a qualidade de sua conexão. São Paulo receberá o maior número de aparelhos (2.135), seguido do Paraná (1.254) e Minas Gerais (1.306). O Amapá receberá a menor quantidade de equipamentos (94). A Anatel garante o sigilo dos dados dos usuários será preservado.
Não há necessidade de técnico para instalar o medidor. Basta conectar o aparelho no modem, conforme o vídeo demonstrativo disponível no endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=HCTBTCXenbg&feature=youtube_gdata_player.
As dúvidas podem ser enviadas para o e-mail suporte@brasilbandalarga.com.br.
Após ser conectado ao modem ou roteador de cada residência ou empresa, o whitebox fará uma medição diária e ininterrupta da banda larga fixa, por meio de indicadores, como velocidades de upload e download, latência, variação da latência (ou jitter) e perda de pacotes – dados que serão encaminhados à Anatel.
Entidade Aferidora da Qualidade
A agência enviará as informações à Entidade Aferidora da Qualidade (EAQ), órgão autônomo e independente, criada para conduzir os processos de aferição da qualidade da banda larga fixa e móvel no País, de forma a possibilitar à Anatel aferir os indicadores de qualidade desejados. Além de colaborar para o programa, cada voluntário receberá um relatório mensal, com dados relativos à qualidade do serviço em sua residência ou empresa.
O Programa de Medição da Qualidade da Banda Larga Fixa no Brasil foi criado pela EAQ por causa das inúmeras reclamações de usuários contra a lentidão da internet banda larga fixa – que somaram 23 mil somente em abril.
Fonte: Portal Planalto

Economia brasileira cresce 0,4% no trimestre e indica recuperação no final do ano, diz Mantega

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens produzidos pelo País, cresceu 0,4% no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses de 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o resultado é bom, porque indica uma tendência de crescimento para o restante do ano. “É um prenúncio de resultados melhores no segundo semestre”, garantiu ele, durante entrevista coletiva em São Paulo.
Veja os dados completos da pesquisa Contas Nacionais Trimestrais do IBGE
Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o PIB teve alta de 0,5%, puxado principalmente pela Agropecuária (1,7%), que se destacou entre as atividades econômicas pesquisadas. O setor de serviços teve um avanço mais leve, de 0,7%. Em valores correntes, a soma de todas as riquezas produzidas pela economia no período alcançou R$ 1,1 trilhão.
Para o ministro, a economia já começou a mostrar aceleração gradual, apesar da crise financeira internacional, e instituições e especialistas têm previsto um crescimento de 4% ou mais para o próximo ano. “Estamos numa transição para um crescimento maior”, afirmou ele, ao citar que instituições e especialistas têm previsto um crescimento de 4% ou mais para o próximo ano.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também comentou o crescimento do PIB, afirmando que os números confirmam a “a recuperação gradual da atividade econômica no primeiro semestre”. Tombini destacou que a demanda doméstica continuou sendo o principal suporte da economia, com o consumo das famílias sendo estimulado pela expansão moderada do crédito, pela geração de empregos e de renda.
“Os sólidos fundamentos e um mercado interno robusto constituem um diferencial da economia brasileira. Dessa forma, mesmo diante do complexo ambiente internacional, as perspectivas apontam intensificação do ritmo de atividade ao longo deste segundo semestre e do próximo ano”, disse o presidente do BC.
Juros menores para ajudar produção
A indústria foi o único setor a registrar queda (-2,5%), com baixa em três das quatro atividades pesquisadas: recuo de 2,5% da indústria de transformação, seguida por extrativa mineral (- 2,3%) e pela construção civil (- 0,7%).
O Ministério da Fazenda destacou que houve alta de 1,6% em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana. Mas Mantega lembrou que o governo já tomou medidas que diminuíram os custos de produção e tornam mais vantajoso o investimento.
“Acredito numa recuperação da indústria”, afirmou. “A redução do IPI está surtindo efeito e deverá ser anunciada uma venda recorde do setor automobilístico”, adiantou. O ministro comentou ainda que a queda da taxa selic também trará efeitos positivos para o setor de produção. “Algumas mudanças podem demorar a fazer efeito, mas a indústria toda se adaptará a juros menores.”
Fonte: Portal Planalto

Filmes profissionais e amadores de todo o país participam em setembro do Festival Curta Cabo Frio

Rio de Janeiro - Considerado o maior evento cinematográfico da Região dos Lagos fluminense, o Festival Curta Cabo Frio chega à sua sexta edição, com uma variada programação, entre os dias 1º e 9 de setembro. Este ano, foram inscritos cerca de 680 filmes de todo o país, realizados por profissionais ou amadores, para as quatro mostras competitivas e dez não competitivas. Desse total,  estão sendo selecionados para exibição mais de 150 curta-metragens, em formato película ou digital, além de 20 longas.
Aberto às novas mídias, o festival tem como destaque a mostra competitiva que, a cada ano, premia os curtas produzidos com câmera de celular ou fotográfica. Outra marca do evento são as oficinas de audiovisual, abertas à população local, e as realizadas com os alunos da rede de ensino do município.
Embora ainda sem condições de competir com os demais concorrentes, os produtores da Região dos Lagos vêm aumentando a cada edição do evento. “A produção de profissionais da região cresce a cada ano, mas a produção nacional, que é a mesma que participa dos melhores festivais do Brasil e do exterior, acaba ganhando o festival”, afirma o curador do Curta Cabo Frio, Milton Alencar Jr.
Durante o evento, o Teatro Municipal de Cabo Frio se transforma em sala de cinema para a exibição dos filmes, que também podem ser vistos em sessões gratuitas no Cine Recreio, na Casa de Cultura Carlos Scliar e em diversas escolas. Ao todo, serão 12 locais de exibição, incluindo três praças públicas em comunidades percorridas pelo caminhão do festival.
A expectativa dos organizadores é que o evento reúna um público de cerca de 15 mil pessoas. Em alguns de seus nove dias de realização, o festival coincidirá com o feriadão de 7 de setembro, que sempre atrai milhares de visitantes a Cabo Frio e a outras cidades da região.
A programação completa está disponível no site www.festivalcurtacabofrio.com.br.
Edição: Graça Adjuto
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.

Mercadante quer reposição das aulas nas universidades e institutos federais em greve


Brasília – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, quer a reposição integral das aulas interrompidas pela greve dos professores nas instituições federais de ensino superior (Ifes), mas não ordenará aos reitores das universidades e diretores dos institutos que cortem o ponto dos docentes que não retomarem as atividades.
“Isso compete ao Ministério do Planejamento e à Advocacia-Geral da União [sobre corte do ponto]”, disse o ministro à Agência Brasil. Mercadante lembrou que “havia uma liminar que impedia o corte de ponto dos servidores” e que “a liminar caiu”. Segundo o ministro, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), [Ari Pargendler], recomendou o corte do ponto.“Ele disse que é fundamental que seja feito [corte do ponto], mesmo que a greve seja legal e justa, porque não se prestou o serviço”, disse.
Apesar da referência à decisão da Justiça, Mercadante adotou postura conciliatória. “Nós lutamos para que haja esse entendimento para que haja uma política de reposição. É muito importante que os alunos não paguem um preço que já pagaram. A prioridade do MEC [Ministério da Educação] continua sendo a reposição integral das aulas.”
O ministro abriu hoje (30) a reunião ordinária do Fórum Nacional de Educação, formado por representantes do Poder Público e da sociedade civil. Ao chegar ao encontro, grupo com dez manifestantes pediu ao ministro que o governo retome a negociação com os professores e melhore a proposta.
Conforme Aloizio Mercadante, “não há a menor possibilidade de negociação porque o orçamento [da União] já foi encaminhado ao Congresso” e que “nem há possibilidade institucional porque nós não podemos negociar nada para o ano que vem que não tenha previsão orçamentária.”
Para Mercadante, os servidores das Ifes receberam “o melhor reajuste de todos os servidores públicos do Brasil, e talvez de todas as categorias.” “Eles vão receber, no mínimo,13% em março do ano que vem, e a média é 16,5%. O que eles vão receber em março é mais que todo o resto do funcionalismo vai receber em três anos. Além disso, eles vão continuar recebendo, no mínimo, 25% até 40% de reajuste.”
Os professores divergem do governo por causa dos critérios de progressão na carreira e querem que os aposentados se beneficiem mais com os reajustes. “Eles [professores] querem que a progressão seja só por tempo de serviço e que os aposentados progridam na carreira. Os aposentados estão protegidos porque todo o ajuste dado aos professores da ativa será extensivo aos professores aposentados, mas não há progressão da carreira para aposentado em nenhum lugar do mundo e em nenhuma outra profissão no Brasil”, disse o ministro.
Em conversa com os manifestantes, o ministro disse que a proposta dos grevistas traria gastos de R$ 10 bilhões, acima do impacto de R$ 4,1 bilhões projetados pelo governo com o reajuste concedido.
Edição: Carolina Pimentel
  FONTE: AGÊNCIA BRASIL.

Combate à desertificação não é prioridade de governos, diz especialista

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Embora o combate à desertificação seja fundamental à implementação de uma agenda consistente para o desenvolvimento sustentável, o tema ainda não é visto como prioridade pelos governos mundialmente. A avaliação é do presidente do Comitê Científico da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos de Secas (UNCCD), Antônio Rocha Magalhães.
Segundo ele, os impactos da seca são cada vez mais severos e a interferência humana, promovendo desmatamento e erosão, por exemplo, contribui para a piora do cenário. Magalhães argumenta que a prevenção e o combate à desertificação estão diretamente relacionados aos esforços para erradicação da pobreza.
“Cerca de 2 bilhões de pessoas vivem em áreas secas, sujeitas à desertificação, que representam 40% do território mundial. Essas áreas concentram 60% da pobreza mundial, por isso, quando se fala em erradicação de pobreza tem que se olhar em particular para essas regiões. Por serem mais pobres, com recursos naturais menos promissores e atividades agrícolas mais arriscadas por causa do déficit hídrico, elas não conseguem atrair apoio político forte”, afirmou.
Antônio Rocha Magalhães, que também é assessor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, alertou que os recursos investidos para prevenir a desertificação são “muito menores” do que os prejuízos trazidos pelo problema.
Ele lembrou que, no ano que vem, o Brasil vai sediar a 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos de Secas (UNCCD). Durante o encontro, que faz parte do calendário oficial das Nações Unidas, serão avaliados os impactos econômicos do combate à desertificação e da implementação de políticas de mitigação de efeitos de seca.
“O que já se sabe de antemão é que o custo de não se fazer nada é muito maior, porque os impactos futuros esperados, diante do aumento da pressão sobre essas regiões, devem impor prejuízos econômicos, sociais e ambientais muito maiores do que o que seria necessário para implementar políticas de prevenção”, enfatizou.
Entre as principais consequências da degradação dessas terras estão as perdas para o setor agrícola, com o comprometimento da produção de alimentos; a extinção de espécies nativas; o agravamento da desnutrição da população local; baixo nível educacional e a concentração de renda.
O presidente do Comitê Científico da UNCCD, destacou que no Brasil o processo de desertificação atinge várias regiões principalmente do Nordeste. Os chamados núcleos de desertificação, onde a situação de degradação é mais crítica, são: Seridó, no Rio Grande do Norte, na divisa com a Paraíba; Irauçuba, no Ceará; Gilbués, no Piauí; e Cabrobó, em Pernambuco.
Magalhães ressaltou, no entanto, que o quadro mais grave mundialmente é observado na África. No continente, “a situação de pobreza é maior e é agravada pelas diferenças políticas e étnicas”, o que dificulta a implementação de uma agenda de desenvolvimento sustentável para a região.
Além disso, as projeções populacionais preveem manutenção do crescimento, enquanto no Brasil o ritmo [de crescimento populacional] já diminui e já se vislumbra uma estabilidade da população. Na África, ele continua explodindo, com taxas de até 4% ao ano em alguns países”, ressaltou.
Magalhães enfatizou que esse quadro “justifica os esforços do Brasil em estabelecer uma cooperação com a África”.
No dia 20 de junho deste ano, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, foi firmado um acordo tripartite para o combate à desertificação da África, formado por Brasil, França e um bloco de países do continente. Na oportunidade, foi lançado edital de seleção de projetos de pesquisa sobre o tema no valor de 1 milhão de euros (cerca de R$ 2,6 milhões).
Edição: Talita Cavalcante
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.

Atualizada - Brasil ainda tem 1,4 milhão de crianças de 4 e 5 anos fora da escola

Brasília – Até 2016, o Brasil tem a obrigação de incluir todas as crianças de 4 e 5 anos na escola. A tarefa não será fácil: de acordo com relatório lançado hoje (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), há 1.419.981 crianças nessa faixa de idade que não estão matriculadas no sistema de ensino. Uma emenda constitucional aprovada em 2009 ampliou a faixa etária em que a frequência à escola é obrigatória. Antes, apenas a população de 7 a 14 anos tinha que estar necessariamente matriculada no ensino fundamental, mas a partir de 2016 o ensino obrigatório irá cobrir desde a pré-escola até o ensino médio (dos 4 aos 17 anos).
O relatório Todas as Crianças na Escola em 2015 – Iniciativa Global pelas Crianças Fora da Escola – baseou-se em estatísticas nacionais, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009. O estudo é uma parceria do Unicef com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
No total, cerca de 3,7 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora da escola no Brasil. A maior defasagem é na pré-escola e no ensino médio, já que entre os brasileiros de 6 e 14 anos o grupo que não frequenta a escola é menor, cerca de 730 mil.
Entre  os brasileiros de 4 e 5 anos que não estão matriculados nos sistemas de ensino, a maior parte é negra – 56% do total. A renda também é um fator que influencia o acesso à educação. Enquanto 32% das crianças de famílias com renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo estão fora da escola, apenas 6,9% daquelas oriundas de famílias com renda superior a 2 salários mínimos per capita estão na mesma situação. Os números indicam que a frequência ainda insuficiente de crianças de 4 e 5 anos está relacionada, muitas vezes, à falta de vagas na rede pública. Por isso, no grupo com renda um pouco maior (dois salários per capita), o percentual de crianças fora da escola é menor, já que nesse caso a família acaba optando por pagar uma escola particular.
Para Maria de Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, o desafio é grande, mas algumas iniciativas governamentais, como o Proinfância, que tem a meta de construir 6 mil creches em todo o país até 2014, são respostas interessantes ao problema. “A última política do governo, o Brasil Carinhoso, prioriza as família abaixo da linha da pobreza no acesso à escola e ataca exatamente essa desigualdade”, aponta.
A representante do Unicef ressalta, entretanto, que o maior desafio está “na outra ponta” da educação básica. O relatório diz que 1.539.811 adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Nesse caso, os problemas de frequência não estão tão relacionados à falta de vagas, mas ao desinteresse da população nessa faixa etária pelo ensino médio. Para muitos jovens já envolvidos com o mercado de trabalho, a escola é pouco atrativa.
“Isso requer uma mudança muito grande no ensino médio. Estamos com a maior população de adolescentes da história do Brasil, a gente não pode perder isso e esperar para resolver na próxima geração porque está condenando o país a ter milhões de adultos sem formação escolar”, avalia Salete.
Segundo ela, não será necessário apenas ampliar as vagas para incluir os jovens que estão fora da escola, mas torná-la mais atrativa para a realidade deles. “Você precisa trazer o aluno e incorporar na escola aquilo que é parte do projeto de vida deles. A escola está longe da vida dos adolescentes”, aponta.
Para incluir toda a população de crianças e jovens ainda fora da escola, o estudo aponta como uma das medidas necessárias a ampliação dos recursos para a área. O Unicef apoia a meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE) que está em debate no Congresso Nacional.
“A gente discorda de quem acha que o problema da educação no Brasil não é dinheiro, mas gestão. Nós temos problemas sérios de gestão, mas só com os recursos que temos hoje não conseguimos fazer tudo que é necessário: incluir todos na escola, ter qualidade, professor bem remunerado e capacitado, escola com boa infraestrutura. O desafio é enorme”, argumenta.
O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), César Callegari, destaca que o governo federal tem lançado diversas ferramentas para ampliar o acesso de crianças à pré-escola. Entre elas, cita o Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), que prevê a construção de 5,5 mil creches e pré-escolas, o Brasil Carinhoso, que reforça a transferência de renda e fortalece a educação com aumento de vagas nas creches, e o Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), que oferece apoio técnico e financeiro aos estados e municípios para implementação da política de educação do campo.
Callegari lembra que entre as preocupações do governo também está o aumento da qualidade do ensino para tornar a escola mais atrativa a jovens e adolescentes. Lembra ainda que o MEC investe anualmente mais de R$ 1,5 bilhão em material didático, livros e jogos para melhorar o suporte educacional a essa faixa etária.
O secretário informou que a pasta está elaborando uma proposta de inovação curricular para aumentar o interesse de jovens de 15 a 17 anos que ainda estão no ensino fundamental e acabam abandonando as salas de aula porque, por terem repetido o ano, têm que conviver com crianças mais novas. Segundo ele, as medidas, que ainda serão discutidas com estados e municípios, só devem ser anunciadas no ano que vem.
O secretário defendeu a ampliação dos investimento em educação, principalmente com a utilização de recursos provenientes dos royalties do pré-sal. “Eles serviriam para valorizar e remunerar melhor os professores, melhorar as condições físicas das escolas, com laboratórios e bibliotecas, e o atendimento a crianças e jovens com deficiência”. A educação básica conta hoje com repasses que correspondem a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB).
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.