domingo, 6 de abril de 2014

MEC oferece curso gratuito de inglês para professores

A partir de maio, os professores dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) poderão ter acesso a curso de inglês gratuito pelo Programa Inglês sem Fonteiras, oferecido pelo Ministério da Educação (MEC). A novidade foi divulgada hoje (4) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Atualmente, o curso é oferecido a estudantes de graduação e pós-graduação matriculados em universidades públicas e alunos de instituições privadas que tenham obtido no mínimo 600 pontos em uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2009.
O programa tem o objetivo de melhorar o nível de inglês dos estudantes e aumentar a participação no Programa Ciência sem Fronteiras.  Com mais de 500 mil inscritos, o curso funciona pela plataforma virtual My English Online (MEO), que  disponibiliza materiais para o desenvolvimento de habilidades no idioma do nível básico ao avançado, e é desenvolvido pelo setor educacional da National Geographic Learning em parceria com a Cengage Learning.
Também segundo a autarquia, está prevista, também para maio, a apresentação de novas funcionalidades na plataforma do MEO. Entre estas, está a possibilidade de o aluno acompanhar seu desempenho ao longo do curso por meio de relatórios personalizados.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/

sexta-feira, 4 de abril de 2014

ALUNOS BRASILEIROS QUE REPETEM DE ANO TÊM NOTA ATÉ 25% MENOR NO PISA

Estudantes brasileiros que fizeram as provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) em 2012 e afirmaram já ter repetido de ano mais de uma vez tiveram desempenho até 25% pior que os alunos que nunca reprovaram em uma série escolar. Um levantamento feito pelo G1 com base no questionário aplicado pelo Pisa mostra uma relação direta entre a repetência, a frequência escolar e o desempenho no exame.
Os dados do Pisa foram coletados pelo coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria, que diz que o resultado não indica necessariamente que repetir impacta o aprendizado de forma negativa, mas que essa grande diferença no desempenho aponta para uma ineficiência na repetição da série. "É possível perceber que poucos alunos que já repetiram a série demonstram um aprendizado adequado. Considerando os malefícios da política [pode favorecer o abandono escolar e estigmatizar o estudante], esse cenário merece atenção.
O Pisa é aplicado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos com estudantes de 15 anos – perto de concluírem o ciclo básico de ensino. O objetivo é analisar até que ponto esses adolescentes aprenderam conceitos e habilidades consideradas "essenciais para a completa participação em sociedades modernas". O Brasil não é membro da OCDE, mas é um dos integrantes da avaliação, além de fazer parte, desde 2013, do conselho diretor do programa.
Na terça-feira (1°), foi divulgado pela primeira vez o resultado de um teste de raciocínio aplicado pelo Pisa. Os estudantes brasileiros ficaram na 38ª posição, com 428 pontos, entre um total de 44 países.
O questionário que os alunos responderam na prova incluía perguntas sobre frequência escolar e repetência. Uma das questões perguntava aos estudantes se eles já haviam repetido de ano uma ou mais vezes em três etapas diferentes do ensino básico: durante os anos iniciais do ensino fundamental, nos anos finais do fundamental, e/ou ao longo do ensino médio.
Mais de dois terços dos participantes brasileiros responderam que nunca ficaram retidos em nenhuma dessas etapas. De acordo com o Pisa 2012, a média no teste de leitura dos candidatos que nunca haviam repetido nas primeiras séries do ensino fundamental foi de 435 pontos, enquanto a dos alunos que admitiram ter repetido mais de uma vez nessa mesma etapa foi de 326 pontos (25% menor).
Em matemática, os estudantes não repetentes ficaram com média de 412 pontos, enquanto aqueles que haviam repetido mais de um ano no fundamental tiveram média de 325 pontos – desempenho 21% menor. Já em ciências, os participantes não repetentes tiveram média de 425 pontos, contra 331 dos repetentes, o que representa uma redução de 22% na nota.
Os estudantes brasileiros não repetentes tiveram pelo menos 20 pontos a mais na nota final que a média do país nas três provas. Já os que repetiram mais de um ano ficaram pelo menos 66 pontos abaixo da média nos três exames. A maior diferença foi em leitura: quem repetiu mais de um ano no início do ensino fundamental ficou com 84 pontos a menos que a média nacional, e 109 pontos atrás de quem nunca repetiu entre o primeiro e o quinto anos do fundamental.
Atrasos e aulas perdidas
O questionário aplicado pelo Pisa também revelou se os alunos costumavam se atrasar para as aulas ou se tinham o hábito de "matar" dias inteiros na escola. O cruzamento feito pelo G1 mostra que, quanto mais frequentes são esses hábitos, menor é a nota média do grupo analisado.
Os alunos que disseram não ter se atrasado para nenhuma aula nas duas semanas anteriores ao Pisa tiveram média de 413 pontos em leitura, 394 em matemática e 408 em ciências. Já os que afirmaram ter se atrasado pelo menos cinco vezes no período ficaram com nota média de 391 pontos em leitura, 372 em matemática e 381 em ciências.
http://www.todospelaeducacao.org.br/

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mais uma conquista: Lei que garante 1/3 de hora atividade e promoção das letras é publicada

A lei que estabelece o 1/3 de hora atividade dos professores e da promoção nas carreiras de professor e de especialista em educação já está em vigor desde o dia 28 de março. A partir de agora os educadores que se especializarem não mais voltarão à letra do início da carreira.
A diretora de assuntos jurídicos do SINTE/RN, Vera Messias, ressalta que se trata de uma conquista histórica que há muito integrava a pauta das campanhas salariais, que inclusive foi descumprida pelo governo quando da ocasião da greve de 2013.
http://www.sintern.org.br/

Deputados divergem na comissão especial sobre a inclusão de questões de gênero e de orientação sexual

A votação do projeto do Plano Nacional da Educação (PNE - PL 8035/10) foi adiada novamente na comissão especial da Câmara que analisa a proposta. O PNE define 20 metas para o Ensino no Brasil nos próximos dez anos. Um dos objetivos é aumentar a Escolaridade dos brasileiros. O projeto, que já havia sido aprovado pelos deputados em 2012 e encaminhado ao Senado, voltou para exame na Câmara porque foi modificado pelos senadores.
Ontem, polêmicas causadas pelas questões de gênero e de orientação sexual previstas num dos artigos do PNE ocuparam o espaço dos debates, e a votação da proposta teve que ser adiada para a semana que vem, por causa do início da Ordem do Dia no Plenário. Situação nova- Na sala repleta de manifestantes, o foco maior das discussões foi o artigo 2º do projeto, que define as diretrizes do Plano Nacional da Educação.
Um dos incisos desse artigo diz que, entre as diretrizes do PNE, está a superação das desigualdades educacionais. O texto que havia sido aprovado na Câmara definia que a superação dessas desigualdades educacionais ocorreria “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. Os senadores mudaram esse inciso e definiram que, na superação das desigualdades educacionais, teriam ênfase a promoção da cidadania e a erradicação de todas as formas de discriminação.
Por sua vez, o relator na comissão especial, deputado Angelo Vanhoni, do PT do Paraná, mudou os dois textos, criando uma nova redação, o que gerou indignação do deputado Marcos Rogério (PDT-RO). “Ele não acatou o texto do Senado e trouxe de volta o texto da Câmara, acrescentando parte do texto do Senado. Só que, aí, ele criou uma situação jurídica nova. Por quê? Porque, antes, a meta era a promoção da igualdade racial, a promoção regional, a promoção do gênero e a promoção da orientação sexual. Agora, ele coloca como meta a promoção desses quatro eixos, excluiu a palavra cidadania que o Senado acrescentou, e colocou, como meta, a erradicação de todas as formas de discriminação. Ou o relator está reduzindo o texto, ou então ele está criando uma situação nova. O que é a promoção da orientação sexual? Como se promove a orientação sexual? Essa é a questão.”
Estado laico- Por outro lado, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), defendeu as modificações feitas pelo relator, afirmando que as críticas ao texto tinham por fundo “argumentos religiosos”. O Brasil, disse Wyllys, “é um Estado laico, um Estado democrático de direito, uma República. Portanto, argumentos religiosos não deveriam ser trazidos para um debate sobre o Plano Nacional de Educação”.
O deputado do Psol pediu que o texto se mantenha como o relator Vanhoni o redigiu: o texto que contempla, nas diretrizes da Educação brasileira, o conteúdo de identidade de gênero. “É fundamental que isso permaneça, porque a própria Constituição Federal diz que é objetivo da República promover o bem de todos, sem discriminação de origem, raça, sexo e quaisquer outras formas de discriminação.”
Em razão das divergências, o deputado Angelo Vanhoni informou que vai retomar o texto originalmente aprovado pela Câmara. Isso inclui a retirada da meta prevista no substitutivo do Senado que estabelece a adoção de políticas de estímulo às Escolas que melhorem seu desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb). O relator não acha adequado incluir esse tipo de premiação no texto do PNE. A comissão especial do Plano Nacional da Educação volta a se reunir para tentar votar o relatório na próxima terça-feira (8).
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Aberta nova seleção para bolsas de doutorado na Alemanha

Estão abertas as inscrições para a seleção 2014/2015 do Programa Conjunto de Bolsas de Doutorado na Alemanha. A iniciativa tem por objetivo apoiar candidatos com excelente qualificação científica e acadêmica para realização de doutorado pleno, de duplo doutorado e de doutorado sanduíche na Alemanha. O período de inscrição vai até 28 de abril.
O programa é fruto de parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).
As candidaturas devem ser apresentadas por meio do formulário eletrônico disponível naplataforma Carlos Chagas, localizada na página do CNPq. Uma versão da documentação deverá ser encaminhada por correio para o escritório do DAAD, no Rio de Janeiro.
Cada agência possui uma quota de bolsas e diferentes critérios para sua concessão. Após a seleção, o bolsista deverá se orientar pelas normas da agência que financiará sua bolsa. A quota de bolsas a serem contempladas por cada agência será de até 30 bolsas pela Capes, 35 pelo CNPq e 20 bolsas pelo DAAD.
Benefícios
Pela Capes, o edital prevê a concessão de quatro a doze mensalidades de bolsa para realização de doutorado sanduíche no exterior; até 48 mensalidades de bolsa para realização de doutorado pleno no exterior; e até 18 mensalidades de bolsa para realização de duplo doutorado no exterior.
Além das mensalidades, estão previstas passagem aérea de ida e volta ou auxílio-deslocamento, auxílio-instalação, auxílio para aquisição de seguro-saúde e auxílio de adicional localidade para as cidades de alto custo. Para os bolsistas de doutorado pleno, é concedido direito a passagem aérea ou auxílio-deslocamento para um dependente e adicionais de auxílio seguro-saúde e mensalidade para até dois dependentes.
Curso de Alemão
O programa prevê a concessão de curso de alemão pelo DAAD, antes do início da pesquisa, para todos os bolsistas selecionados. A duração do curso é estabelecida de acordo com o nível de conhecimento do idioma alemão de cada candidato, a área de pesquisa na Alemanha e as condições e os pré-requisitos da universidade anfitriã alemã.
Os candidatos ao doutorado sanduíche e ao duplo doutorado terão direito ao curso de alemão apenas se a duração dos estudos de doutorado na Alemanha for igual ou superior a seis meses.
Mais informações pelos e-mails doutorado@daad.org.br,doutorado_alemanha@capes.gov.br e codes@cnpq.br.
Acesse o edital.
http://www.capes.gov.br/

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Matrícula de candidato convocado na 2ª chamada vai até sexta

Os candidatos inscritos no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec) podem consultar on-line o resultado da segunda chamada. Os selecionados têm prazo para efetuar a matrícula a partir desta quarta-feira, 2, até sexta-feira, 4.

A primeira edição de 2014 do Sisutec registrou 1.016.211 inscrições. O total de inscritos chegou a 527.730 — cada candidato pôde fazer até duas opções de curso. O estado do Rio de Janeiro liderou as inscrições, com 111.282 registros, seguido de Minas Gerais com 100.738. São Paulo aparece em terceiro lugar, com 88.586.

Nesta primeira edição de 2014, o Sisutec oferece 293.738 vagas em cursos técnicos subsequentes para pretendentes que já concluíram o ensino médio. Os cursos são gratuitos e têm início previsto para o período de 14 de abril a 12 de maio. As vagas serão ocupadas prioritariamente por estudantes que tenham cursado o ensino médio completo em escolas da rede pública ou, na condição de bolsistas integrais, em instituições particulares. O estudante também deve ter se submetido à edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido nota na prova de redação que não tenha sido zero.

Após as duas chamadas, todos aqueles que tenham concluído o ensino médio vão poder se candidatar às vagas remanescentes. O período de inscrições será aberto na segunda-feira, 7, e se estenderá até o dia 13próximo.

A oferta de cursos do Sisutec é feita por instituições públicas e particulares. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) já abriu mais de 6 milhões de matrículas — 1,7 milhão em cursos técnicos e 4,3 milhões em cursos de qualificação profissional.

A consulta ao resultado da segunda chamada deve ser feita na página do Sisutec na internet.

Assessoria de Comunicação Social

Espelho da prova de redação está disponível para vista pedagógica


No Enem de 2013, foram corrigidos 5.049.248 textos da prova de redação, dos quais 481 tiveram nota mil (foto: portalsaofrancisco.com.br)Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 podem conferir on-line o espelho da correção da redação. Foram corrigidos 5.049.248 textos, dos quais 481 tiveram nota mil. Em branco, foram 32.991 e outros 73.751, anulados. Assim, 106.742 redações tiveram nota zero.
A principal novidade na redação do Enem de 2013 diz respeito aos critérios de correção. Desvios gramaticais ou de convenções de escrita só foram aceitos como exceção, quando não apresentaram reincidência no texto. Além disso, receberam nota zero 1.398 redações (0,028% do total) que apresentaram parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.
O acesso ao espelho de correção tem o objetivo de vista pedagógica. O participante pode saber qual foi o resultado em cada uma das competências avaliadas e comparar seu desempenho com o dos demais concorrentes. A prova exigiu a produção de texto do tipo dissertativo-argumentativo, o que significa defender uma ideia, expor opinião e argumentar.
Com o tema Os Efeitos da Implantação da Lei Seca no Brasil, a edição de 2013 contou com 7.121 avaliadores, 51,9% deles com doutorado, mestrado ou especialização e os demais com graduação. Todos passaram por capacitação, em um total de 136 horas — 32 a mais em relação à edição anterior.
As redações foram avaliadas por dois corretores independentes, que atribuíram até 200 pontos para cada competência. Uma terceira correção foi feita nos casos de discrepância maior do que 100 pontos na soma total (em 2012, era de 200 pontos) ou maior do que 80 em uma ou mais competências. Nos casos em persistiu a discrepância, a redação foi encaminhada a uma banca especial, formada por três membros, que atribuiu a nota final.
Foram encaminhadas 2.496.754 redações para um terceiro corretor, o equivalente a 50%. A banca de especialistas avaliou 306.821 textos, correspondentes a 6% do total.
O espelho da redação pode ser conferido na página eletrônica do Enem de 2013. O estudante deve informar a senha e o número do CPF.
Assessoria de Comunicação Social, com informações do Ine